Influenzanet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet

http://www.influenzanet.info/

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Developing the framework for an epidemic forecast infrastructure.
http://www.epiwork.eu/

The Seventh Framework Programme (FP7) bundles all research-related EU initiatives.

7th Framework Logo
Participating countries and volunteers:

The Netherlands 0
Belgium 0
Portugal 1928
Italy 5443
Great Britain 0
Sweden 0
Germany 0
Austria 0
Switzerland 2619
France 8801
Spain 1062
Ireland 0
InfluenzaNet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet. It has been operational in The Netherlands and Belgium (since 2003), Portugal (since 2005) and Italy (since 2008), and the current objective is to implement InfluenzaNet in more European countries.

In contrast with the traditional system of sentinel networks of mainly primary care physicians coordinated by the European Influenza Surveillance Scheme (EISS), InfluenzaNet obtains its data directly from the population. This creates a fast and flexible monitoring system whose uniformity allows for direct comparison of ILI rates between countries.

Any resident of a country where InfluenzaNet is implemented can participate by completing an online application form, which contains various medical, geographic and behavioural questions. Participants are reminded weekly to report any symptoms they have experienced since their last visit. The incidence of ILI is determined on the basis of a uniform case definition.

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COVID-19 e Obesidade Infantil

COVID-19 e Obesidade Infantil

Na última década, o estudo COSI Portugal, desenvolvido pelo Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e integrado na Childhood Obesity Surveillance Initiative da Organização Mundial da Saúde-Europa, tem vindo a mostrar uma tendência invertida da prevalência de obesidade e excesso de peso infantil (-8,3% entre 2008 e 2019). No entanto, ainda uma em cada três crianças apresenta excesso de peso e 10,6% obesidade infantil.

É também comum observar-se obesidade infantil em famílias que apresentam obesidade e outras co-morbilidades associadas. Mais de 60% das crianças obesas serão adultos obesos, reduzindo a média da idade do aparecimento de doenças não transmissíveis o que, por si só, apresenta maior risco de desenvolver complicações pela Covid-19, sendo esta situação particularmente preocupante entre crianças de estratos socioeconómicos mais desfavoráveis.

Face o desconhecimento sobre o tratamento deste vírus e fácil transmissão do mesmo, foram introduzidas medidas as quais conduziram, inevitavelmente, a alterações nas rotinas diárias habituais. Estas restrições incluíram o encerramento de escolas e creches e a implementação da telescola, obrigando as crianças a passar mais tempo em casa.

Desafios à prevenção de obesidade
Em Portugal, não está prevista a abertura das escolas até ao final do presente ano letivo, exceto para os últimos anos do ensino secundário e profissional. Estas alterações constituem possíveis desafios à prevenção de obesidade, uma vez que o encerramento das escolas pode exacerbar o risco de aumento de peso, semelhante ao descrito em vários estudos no período das férias de verão.

A prática de atividade física (espontânea e organizada), frequentemente realizada em espaços ao ar livre e na escola, nestas idades, ficou condicionada, especialmente nas famílias que habitam em zonas urbanas. É expectável que os hábitos sedentários aumentem, em grande parte devido ao tempo despendido com aparelhos eletrónicos, não só pelas atividades lúdicas, mas também pela própria adaptação do sistema educativo.

O elevado tempo de ecrã tem sido associado ao desenvolvimento de excesso de peso e obesidade em idade pediátrica, devido a um maior consumo de snacks durante esta atividade e pela própria exposição ao marketing de produtos ricos em açúcar, sal e gordura, bem como pelo aumento do sedentarismo. Adicionalmente, a alteração de rotinas de todos os membros da família pode conduzir a um maior stress e a alterações nos padrões de sono, contribuindo para a preferência por “alimentos de conforto”.

Por outro lado, a compra de alimentos também se alterou, verificando-se uma deslocação menos frequente a supermercados, acompanhada por um maior volume de alimentos adquiridos e optando por alimentos menos perecíveis, como enlatados e alimentos processados. Esta alteração nas rotinas e no padrão de compra pode contribuir para um aumento do aporte energético alimentar por toda a família, principalmente pelo consumo mais frequente de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal.

Estas alterações no estilo de vida provocadas pela Covid-19 foram recentemente demonstradas num estudo realizado em crianças com obesidade, em Itália. Durante a quarentena, foi observado um aumento significativo do consumo de alimentos menos saudáveis (como batatas fritas e bebidas açucaradas), diminuição da prática de atividade física e aumento do tempo de ecrã.

Nas crianças com excesso de peso e obesidade, o isolamento é especialmente preocupante uma vez que o ambiente desfavorável compromete a manutenção de estilos de vida saudáveis. Para além da manutenção das rotinas saudáveis pré-estabelecidas, a abordagem da obesidade infantil apresenta ainda outros desafios, tal como o acesso aos serviços de saúde.

Medidas de Prevenção de Obesidade Infantil
Perante o panorama atual, é crucial a adoção de medidas inovadoras para prevenir o agravamento da prevalência de obesidade infantil em Portugal. Devem ser maximizadas as oportunidades para incorporar comportamentos saudáveis na rotina diária, tais como as refeições e a prática de atividade física em família, bem como outras atividades lúdicas e criativas.

Algumas sugestões nesse sentido para famílias com crianças, compreendem:

  • Organize a sua ida ao supermercado elaborando uma lista de compras com o que necessita para as suas refeições, dando prioridade a hortofrutícolas evitando adquirir alimentos/snacks com alto teor de açúcar, sal e gordura;
  • Na cozinha, as crianças podem auxiliar na preparação das refeições, seguindo as normas de higiene da Direção-Geral da Saúde que incluem: a lavagem frequente das mãos e das bancadas, o uso de avental, usar um utensílio por alimento, não misturar alimentos crus e cozinhados e lavar muito bem os vegetais e a fruta que deve ser consumida descascada;
  • Mantenha horários das suas refeições e tenha atenção às porções que serve – manter a mesma rotina alimentar que a criança está habituada em tempo escolar contribui para um maior controlo do consumo alimentar ao longo do dia;
  • Mais Fruta – Faça da Fruta a sobremesa de excelência e inclua-a nos pequenos almoços e lanches. Seja criativo experimente adicionar canela/hortelã e especiarias, utilize-a e sirva-a em diferentes formas (espetadas, bolinhas, etc.);
  • Mais Hortícolas e Leguminosas – Aproveite para recuperar o grão, o feijão e as ervilhas à sua mesa e use a sopa no inicio da refeição como uma forma fácil de aumentar o consumo de hortícola nas crianças. A sopa para além de acrescentar valor nutricional à refeição ainda regula o apetite;
  • Mais Água – incentivar a criança ao consumo de água ao longo do dia e durante as refeições, e evitar as bebidas açucaradas;
  • Promova 1-2 momentos (30 a 60 minutos) de atividade física por dia. Dançar, jogos, tutoriais online com exercícios ajustados à idade, são bons exemplo.

Fonte: INSA (Noticia original

27 de May de 2020 às 10:11