Influenzanet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet

http://www.influenzanet.info/

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Developing the framework for an epidemic forecast infrastructure.
http://www.epiwork.eu/

The Seventh Framework Programme (FP7) bundles all research-related EU initiatives.

7th Framework Logo
Participating countries and volunteers:

The Netherlands 0
Belgium 0
Portugal 1589
Italy 4840
Great Britain 0
Sweden 0
Germany 0
Austria 0
Switzerland 1352
France 0
Spain 1030
Ireland 355
InfluenzaNet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet. It has been operational in The Netherlands and Belgium (since 2003), Portugal (since 2005) and Italy (since 2008), and the current objective is to implement InfluenzaNet in more European countries.

In contrast with the traditional system of sentinel networks of mainly primary care physicians coordinated by the European Influenza Surveillance Scheme (EISS), InfluenzaNet obtains its data directly from the population. This creates a fast and flexible monitoring system whose uniformity allows for direct comparison of ILI rates between countries.

Any resident of a country where InfluenzaNet is implemented can participate by completing an online application form, which contains various medical, geographic and behavioural questions. Participants are reminded weekly to report any symptoms they have experienced since their last visit. The incidence of ILI is determined on the basis of a uniform case definition.

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Voluntários espirram pela ciência

Voluntários espirram pela ciência

Investigadores do governo norte-americano estão deliberadamente a infectar voluntários com gripe, inoculando o vírus vivo pelos seus narizes. Pode parecer estranho, ou até conspirativo, mas este tipo raro de pesquisa faz parte de uma busca por vacinas melhores contra gripe.

“As vacinas funcionam, mas poderíamos fazer ainda melhor”, disse, numa entrevista à Associated Press, o médico Matthew Memoli, dos National Institutes of Health (NIH), que lidera o estudo que pretende infectar cerca de 100 adultos até ao próximo ano.

Numa época do ano em que a epidemia da gripe está generalizada nos Estados Unidos, seria sensato questionar por que não, simplesmente, estudar as pessoas que já estão doentes. Porém, isso não permitiria que os cientistas medissem como o sistema imunológico reage em cada estágio da infecção a partir do primeiro contacto com o vírus.

Esta não é uma experiência que se faça de ânimo leve; afinal, a gripe mata milhares de pessoas todos os anos, por isso a estratégia exige muitos cuidados. Por segurança, Memoli estipulou uma dose que produz sintomas leves a moderados – e aceita somente voluntários saudáveis até 50 anos de idade.

Para evitar espalhar os vírus, os participantes devem ficar, pelo menos, nove dias em quarentena, numa área de isolamento no hospital dos NIH, com a saúde monitorizada de perto. Os voluntários não são ‘libertados’ até que testes nasais comprovem que não são mais contagiosos. O incentivo para participar do projecto é de cerca de 3 mil dólares, como compensação pelo seu tempo.

“Eu recebi um raspanete por e-mail da minha mãe” sobre a inscrição no estudo, disse Daniel Bennett, de 26 anos [na foto]. “Os padrões de qualidade são tão altos que não acredito que esteja em perigo”, acrescentou Bennett, funcionário de um restaurante de College Park. “Até porque eu não fico doente com muita frequência.”

Na hora de ser inoculado com o vírus, Bennett teve de ficar deitado por cerca de um minuto. “Vai sentir um gosto salgado. Uma parte do líquido vai escorrer para o fundo da sua garganta”, disse Memoli a Bennet, antes de injectar, em cada narina, uma seringa cheia de milhões de partículas microscópicas de vírus, flutuando em água salgada. Alguns dias depois, Bennett sentia as dores musculares e o nariz a escorrer, sintomas de uma gripe leve.

Aperfeiçoamento da vacina

A melhor defesa contra o Influenza é uma vacina anual, mas esta está longe de ser perfeita. Ela é ainda menos eficaz para pessoas com mais de 65 anos, justamente o grupo mais susceptível à gripe.  Entender como o organismo de adultos mais jovens combate a gripe pode ajudar os cientistas a determinar o que está a faltar aos idosos, pistas que podem ajudar a desenvolver vacinas mais eficazes para todos, segundo Matthew Memoli.

A vacina é desenvolvida para aumentar os níveis de um anticorpo específico que combate a gripe. Tem como alvo uma proteína que envolve o vírus, a hemaglutinina. Mas não está claro qual é o nível de anticorpo necessário para assegurara a protecção, nem se ter certa quantidade de anticorpo significa que a pessoa está totalmente protegida ou que irá desenvolver uma gripe leve, em vez de um caso severo.

Ter como alvo apenas a hemaglutinina provavelmente não é suficiente, diz Memoli. De início, algumas pessoas da amostra não ficaram doentes, apesar dos baixos níveis de anticorpos, o que significa que alguma outra coisa as deve estar a proteger.Para o tentar descobrir, desenvolveu em laboratório uma cópia da estirpe H1N1 e inocolou-a em diferentes quantidades nos voluntários, até encontrar a dose certa para apenas desencadear uma gripe leve.

Agora, os investigadores estão a infectar dois grupos: pessoas com baixos níveis de anticorpos e pessoas com altos níveis de anticorpos. Algumas foram recentemente vacinadas e outras não. Será comparada a intensidade da doença de cada um, por quanto tempo ficarão contagiosas e como o sistema imunológico entra em acção.

Esse tipo de estudo com o vírus da gripe não é realizado nos Estados Unidos há mais de uma década. “Vai contribuir para um melhor entendimento do que se precisa para estar protegido da gripe”, disse, por seu turno, John Treanor, especialista em gripe do Centro Médico da Universidade de Rochester.

Os sintomas do jovem voluntário Bennett foram suaves, e ele passou o tempo estudando, assistindo TV e jogando com outros quatro participantes infectados, este mês.  “Tudo o que eu tinha que fazer era ler e assistir a filmes, por isso não foi assim tão terrível”, brincou Bennett. “Foi uma experiência muito cool ” ver como estas investigações são feitas, rematou.


Foto:Bennett passou a maior parte da quarentena a ler e a jogar com outros voluntários infectados (Foto: AP Photo/Charles Dharapak)

31 de January de 2014 às 11:07