Influenzanet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet

http://www.influenzanet.info/

Epiwork Logo
Developing the framework for an epidemic forecast infrastructure.
http://www.epiwork.eu/

The Seventh Framework Programme (FP7) bundles all research-related EU initiatives.

7th Framework Logo
Participating countries and volunteers:

The Netherlands 0
Belgium 0
Portugal 1567
Italy 4823
Great Britain 4959
Sweden 0
Germany 0
Austria 0
Switzerland 1345
France 6175
Spain 1025
Ireland 354
InfluenzaNet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet. It has been operational in The Netherlands and Belgium (since 2003), Portugal (since 2005) and Italy (since 2008), and the current objective is to implement InfluenzaNet in more European countries.

In contrast with the traditional system of sentinel networks of mainly primary care physicians coordinated by the European Influenza Surveillance Scheme (EISS), InfluenzaNet obtains its data directly from the population. This creates a fast and flexible monitoring system whose uniformity allows for direct comparison of ILI rates between countries.

Any resident of a country where InfluenzaNet is implemented can participate by completing an online application form, which contains various medical, geographic and behavioural questions. Participants are reminded weekly to report any symptoms they have experienced since their last visit. The incidence of ILI is determined on the basis of a uniform case definition.

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Google Flu Trends traído pelos media

Google Flu Trends traído pelos media

A revisão científica demonstra que, esta época gripal, o Google Flu Trends mediu de forma muito exagerada a incidência gripal, para os Estados Unidos. Até aqui, o sistema em tempo real do Flu Trends (lançado em 2008) tinha vindo a acompanhar as curvas de incidência dos sistemas de vigilância convencionais, que demoram mais tempo a ser geradas. Esta desconformidade na estação 2012/13 veio levantar dúvidas sobre a precisão do uso de um motor de busca para monitorizar a gripe, que terá ficado ‘confundido’ com o enviesamento provocado pelas notícias alarmistas dos media.

Declan Butler, editor da revista Nature, refere, na edição de dia 13, a enorme discrepância entre os níveis de gripe estimados pelo Google Flu Trends e os dados recolhidos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), no início deste Inverno.
O sistema do Google baseia os seus números nas pesquisas de palavras relacionadas com a gripe (a ideia básica é a de que ter mais pessoas a ‘googlar’ termos como "sintomas de gripe", “febre” ou “vacina contra a gripe” significa mais pessoas infectadas pelo vírus). O CDC, por outro lado, utiliza os tradicionais métodos de vigilância epidemiológica, através das consultas médicas, internamentos hospitalares, etc.

Resultados anteriores mostraram que o Google tem um histórico muito bom em gráficos espelhando a epidemia de gripe. Mas desta vez, os algoritmos do Google duplicaram a epidemia que foi registada pelos CDC – nalgumas regiões dos EUA, os picos foram mais do que o dobro registado pelos sistemas convencionais.

Não há dúvida de que esta estação de gripe foi grave, nos EUA. Os surtos surgiram cedo na estação e foram de alta intensidade. Os CDC declaram estado de epidemia de gripe no início de Janeiro, os presidente de câmara de Boston e Nova Iorque declaram estado de emergência e os hospitais de Chicago lutaram para manter a funcionar os sobrelotados serviços de urgências.

Ainda assim, o alarme instantâneo do Google indicava que mais de 10 por cento da população dos EUA apresentava síndrome gripal, muito longe do pico real de incidência, que se situou nos 6 por cento. Então, o que baralhou os cálculos do Google Flu Trends, este ano? Provavelmente, o seu calcanhar de Aquiles: o ‘hipe’ mediático.

A muita atenção dada pelos media a esta epidemia sazonal terá enviesada o tráfego do motor de busca. Pessoas que procuravam termos relacionados com a gripe podiam, de facto, ter tido sintomas - mas muitos cibernautas saudáveis foram simplesmente à procura de notícias sobre esta estação anómala.

Este tropeção estatístico não significa que o Google Flu Trends seja irrelevante. Lyn Finelli, chefe da Equipa de Resposta a Surtos dos CDC, diz que até ela ‘checa’ os seus dados "a todo o momento". O que isto significa, defendem alguns especialistas, é que o Google Flu Trends precisa recalibrar a maneira de minerar grandes quantidades de dados para rastrear a propagação da doença, tendo em atenção as pesquisas que não estão relacionadas com infecções. "É preciso uma constante adaptação destes modelos, eles não funcionam no vácuo," afirmou à Nature John Brownstein, epidemiologista da Escola de Medicina de Harvard. “Os modelos têm que ser recalibrados todos os anos”.

O Google Flu Trend faz cálculos para vários países europeus, mas não para Portugal.

O artigo na Nature aqui

19 de February de 2013 às 20:37